domingo, 8 de novembro de 2015

O que leva à prática de esportes radicais?

Compreender as reações do corpo em situações de perigo extremo.

Este plano de aula está baseado na seguinte reportagem: Adrenalina - por que corremos riscos.

Introdução

Se não houvesse ninguém disposto a arriscar o pescoço, os primeiros humanos nunca teriam saído da África, a América não seria descoberta, o homem jamais voaria nem chegaria à Lua. Os motivos de tais aventuras foram, sem dúvida, os mais variados. No caso da procura de novos espaços geográficos, os riscos eram até justificados - uma questão de sobrevivência, busca por alimentos e água.

Desafiar os oceanos, a gravidade e o espaço desconhecido, no entanto, envolve emoções - a satisfação da curiosidade e a glória parecem estar na raiz da mobilização dos intrépidos desbravadores, quase sempre jovens. E o que dizer da juventude, em número cada vez maior, que se lança em situações em que a menor falha pode ser fatal? Há semelhanças nessas atitudes?

A revista Veja examina esse comportamento que parece contaminar boa parcela da mocidade numa verdadeira aula-reportagem, em que não faltam explicações bem detalhadas sobre os processos químicos que transcorrem em nosso organismo nas circunstâncias de perigo extremo. O assunto deve despertar a curiosidade dos estudantes, razão suficiente para ler o texto, discutir seu conteúdo e aprofundar os conhecimentos da turma em diversas áreas.

Providencie fotocópias da reportagem em número suficiente para distribuir a todos os alunos.

Atividades

À medida que se desenvolve, o texto suscita questões sobre comportamento dos praticantes de esportes radicais. Você pode aproveitar os relatos contidos na revista e investigar as reações que provocam na garotada. Quem na classe chega a tais extremos?

Se houver alguém, abra um espaço para que esse aluno faça comentários, não apenas sobre as emoções sentidas, mas também sobre os conhecimentos específicos que precisou adquirir para a realizar as proezas com segurança.

Organize uma lista dos esportes mencionados e encomende uma pesquisa sobre os itens necessários para reduzir riscos em cada modalidade. Que conceitos e fenômenos da física e da química estão envolvidos em tais práticas? Os professores dessas áreas podem ajudar nas respostas.

Aproveite para trabalhar a fisiologia dos sistemas de coordenação hormonal e nervoso. Explore o papel da adrenalina.

Completada a leitura, divida a classe em grupos e encarregue cada um de uma pesquisa diferente. A primeira equipe pode ser incumbida de esboçar os percursos dos outros dois mediadores químicos - as endorfinas e a dopamina - no organismo humano, tal qual foi apresentado para a adrenalina.

À segunda caberá desenvolver estudos relacionados às forças que atuam em nossos músculos, tendões e articulações e à elasticidade de cada um. Um terceiro grupo deve trabalhar com o auxílio do professor de Educação Física para investigar os tipos de alavancas que atuam no esqueleto, de que modo elas podem ser rompidas e as formas de prevenção contra luxações, fraturas, tendinites etc.

Que grupos de músculos são trabalhados em cada atividade? Que outras estruturas do nosso sistema muscular participam do processo? Proponha para a quarta equipe um exame em que sejam comparadas as faixas etárias e classes sociais a que pertencem os amantes dos esportes radicais.

Quanto custa tudo isso? Peça que os alunos procurem as alternativas para quem não ganha o suficiente para adquirir os equipamentos. Escalar prédios para pichar ou grafitar e surfar sobre trens e ônibus são algumas das atividades que se espera que eles citem. Preocupe-se em esclarecer que se tratam de atividades ilegais - portanto, não recomendáveis.

A aula seguinte será dividida em duas etapas: a primeira dedicada à exposição dos trabalhos e a outra ao debate sobre questões de comportamento, em que você poderá aproveitar os dados levantados pelo quarto grupo.

A reação da turma durante a leitura da reportagem talvez o surpreenda. Para o jovem, não basta saber das emoções alheias. Ele deseja se defrontar com as próprias reações, em condições similares, ou criar novas situações para mostrar sua criatividade e capacidade de transgressão. Nessa fase, a negação da realidade do perigo é bastante grande.

O gráfico abaixo delineia como realidade e fantasia são percebidas pelas pessoas nas primeiras etapas da vida. Esboce-o para a classe e lance a questão: o impulso que move o alpinista é o mesmo que estimula o pichador, variando apenas a classe social, o local e as oportunidades para ambos?

A pesquisa do quarto grupo deve mostrar que o número de pessoas que se expõem a riscos extremos deve ser bem maior que o mencionado na reportagem. A mocidade desafia-se em outras práticas que podem ser consideradas tão radicais quanto os esportes citados no texto.

Assim, muitos jovens são capazes de escalar o mais alto dos prédios para pichar ou grafitar; sobem nas capotas de ônibus e trens e "surfam" em desafio às leis da Física. Também submetem-se a maratonas dançantes que deixariam um triatleta extenuado; despencam no mundo das drogas lícitas ou ilícitas; enfrentam a dor provocada por tatuagens e piercings por todo o corpo e fazem sexo sem camisinha.
Para ir mais longe

A distância entre realidade e fantasia

O gráfico representa o quanto somos capazes de discernir realidade e fantasia no período coberto pela infância e juventude. Ajude os alunos a interpretá-lo: nos primeiros anos de vida, os dois conceitos estão distantes.

Ainda na infância, o indivíduo passa a aproximá-los, situação que se mantém até os cinco anos de idade. Depois, vem uma fase de distanciamento e, na adolescência, essas noções voltam a se avizinhar. É o período que se caracteriza pela negação do perigo.

domingo, 1 de novembro de 2015

Esportes Radicais para crianças, pode?

Que atividade física é benéfico e indicado para a criançada não é segredo para ninguém, mas será que você deixaria seus pequenos praticarem esportes um pouco mais radicais nessas férias? Claro que antes de dar a sua permissão é imprescindível escolher um local seguro e verificar se são oferecidos todos os equipamentos necessários para segurança. Além disso, conhecer o esporte a ser praticado pode ser uma boa ideia para deixar você mais tranquilo.

Além dos benefícios já conhecidos da atividade física em geral, com a prática deste tipo de modalidade é possível estimular outras habilidades, como consciência corporal, entendimento e respeito dos limites, autonomia, coordenação motora, capacidade física e, em alguns casos, trabalho em equipe.

Selecionamos algumas opções que podem deixar as férias dos seus pequenos muito mais animadas e movimentadas. Vamos ver?

    Skate: com a ajuda de uma prancha com quatro rodas em baixo, os praticantes deslizam sobre o solo e ultrapassam obstáculos tentando se equilibrar;
    Escalada: este esporte tem como objetivo atingir o topo do muro de escalada. Este percurso pode ter diferentes alturas e dificuldades. Além disso, pode ser praticado em espaços fechados com paredes de escalada pré-projetadas.
    Surfe: este esporte é feito na superfície da água, onde o surfista procura realizar manobras sem cair;
    Tirolesa: é uma modalidade em que o praticante usa um cinto especial, se desloca através de um cabo de aço com roldanas e sobrevoa geralmente um rio ou lago. Quase sempre, longas caminhadas são necessárias para atingir o topo;
    Rafting: este esporte consiste em descer um rio com corredeiras em um bote inflável;
    Parkour: este esporte tem como objetivo mover-se de um ponto a outro, com a maior velocidade possível e acrobacias, utilizando apenas o corpo. O intuito é superar obstáculos, sejam em áreas urbanas ou rurais.
    Trilhas: ótima modalidade para juntar um grupo de crianças ou equipes. Ao longo das caminhadas podem aparecer desafios e obstáculos, como pontes, lagos ou até mesmo pequenas escaladas.
    Arvorismo: é um esporte que consiste em travessias no alto das árvores, seja por meio de escadas, pontes ou cordas. Também pode ser praticado em locais fechados que tenham a estrutura necessária.

Vale lembrar que esportes radicais são ótimas opções para as crianças, pois além de praticarem exercício físico, podem colocar os pequenos em contato com a natureza. Sempre converse com seu filho e veja quais são seus interesses, sem se esquecer dos equipamentos de segurança e de checar bem o local escolhido.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Alpinismo

O alpinismo atualmente é a escalada que ocorre em paredes de difícil acesso, em neve ou gelo, com clima de difícil adaptação e terreno perigoso.

O Alpinismo nasceu como esporte no último quarto do século XVIII, e recebeu esse nome por ter começado na famosa cordilheira dos Alpes, em plena Europa Central.

Em 1492 Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França, apesar das inúmeras superstições que atribuíam as altas montanhas território de dragões e seres alienígenas. Em 1744 ocorre a conquista do Monte Titlis, em 1770 a do Monte Buet e em 1779 o Monte Velan também é conquistado.

Pode-se porém, considerar o marco do alpinismo moderno a data de 08 de agosto de 1786, quando dois franceses, o médico Michel Paccrd e o garimpeiro Jacques Balmat venceram os 4.807 metros do Mont Blanc, na Europa.

A verdadeira explosão do alpinismo (montanhismo) como esporte ocorreu no final do século XIX e início do século XX, quando diversas expedições buscavam atingir o cume de montanhas nunca antes visitadas.

Assim, em 1868 os ingleses conquistaram os principais picos do Cáucaso. O Chimborazo, nos Andes, foi vencido em 1880, o Aconcágua (maior pico das Américas - 6.959m ) em 1897. Em seguida, em 1.889 foi conquistado o Kilimanjaro, na África e entre outros, o Monte McKinley (6.194 m) no Alasca, em 1913.

O ponto mais alto da Terra, o Monte Everest com 8.872 metros foi conquistado pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo sherpa Tensing Norkay em 1953, encerrando um período clássico das explorações em busca dos pontos mais remotos do planeta.

Esta é uma modalidade de extrema exposição às condições ambientais. Nela, conhecimentos básicos de meteorologia, navegação, nutrição esportiva e até primeiros socorros (necessários se alguém se machucar) são fatores importantes para o sucesso e para a sobrevivência. O guia também precisa ter uma certa habilidade para farejar a via e encontrar o melhor caminho para o cume, que nem sempre é uma linha bem definida. Deve, ainda, ser capaz de avaliar as condições do gelo e da rocha e tomar decisões de maneira a evitar áreas sujeitas a avalanches.

Em muitas vias alpinas, é preciso carregar duas cordas, um rack completo de proteção móvel em rocha, sapatilhas, botas duplas para o gelo, crampons e as ferramentas habituais de escalada em couloir, glaciar ou parede de gelo. Isso significa escalar com uma mochila bastante pesada. Além disso, como as vias são muito longas, é normal começar a ascensão de madrugada, ainda no escuro. Esta é a modalidade de escalada que exercita conhecimentos e habilidades mais variados.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

7 Sinais de Que Você Realmente Precisa de Férias

Será que suas férias precisam ser tiradas agora?

Você está lendo esse texto para se distrair no trabalho? Então já está com meio caminho andado!
Saiba quais são os outros sintomas de que suas férias estão fazendo falta.

7 – O relógio é seu maior inimigo.
Você até tenta evitar, mas a falta de colaboração dos ponteiros em aproximar o final de semana dá um soninho…

6 – Você confunde o canto dos pássaros na natureza com o som (des)agradável do despertador, barulho de obras, música do vizinho…
Uau, que canto celestial é esse? Seriam pardais ou sabiás? Ah… esquece. Era só uma britadeira de novo.

5 – Documentários sobre a natureza parecem surreais para você
Árvores? Cachoeiras? Grama que não é feita de plástico? Só pode ser efeito especial!

4 – O trânsito da sua cidade alterna entre confortável e angustiante
Por um lado, você já é tão íntimo dos congestionamentos que eles até parecem velhos amigos de infância. Mas isso não te impede de ficar realmente bravo com toda aquela lentidão.

3 –  O cansaço matinal é tanto que confundir os sapatos na hora de se vestir virou uma tendência de moda pessoal
O pessoal do seu trabalho nem repara mais no seu desastre fashion? Hora de fazer as malas.

2 – Faz tempo que você não sente prazer em ir trabalhar
Nenhum trabalho é perfeito, mas trabalhar durante meses sem nenhuma brecha para respirar é infalivelmente ruim!

1 – Você nem sabe qual foi a última vez em que visitou uma caverna (ou nunca entrou em uma)
Ok, agora é pessoal! Pegue sua mochila, uma roupa bem confortável e boas férias.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

As 7 Cavernas Mais Incríveis do Mundo

Malas e lanternas prontas? Então pegue seu espírito de aventura e conheça as 10 Cavernas mais Incríveis do Mundo.

Caverna Son Doong, no Vietnam.
A maior caverna do mundo está localizada no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang no Vietnam e tem mais de 200 metros de largura e aproximadamente 9 quilômetros de extensão. Dentro dela, há uma infinidade de enormes estalactites, cascatas, e até mesmo uma selva que conta com uma variedade de animais nativos. O nome “Son Doong” significa algo como “caverna da rio da montanha”, e pesquisadores acreditam que ela tenha surgido de 2-5 milhões de anos atrás, através de uma erosão causada por um rio.

2 – Caverna Waitomo Glowworm
Caverna de Waitomo Glowworm na Nova Zelândia. O que mais chama a atenção em sua beleza é esse “céu estrelado”, causado pelo verme Arachnocampa Luminosa, um habitante charmoso da caverna.

3 – Caverna de Gelo
Esta caverna russa foi formada por aberturas que liberam calor e gases vulcânicos. Além de ser muito bela, tem como companhia próxima o vulcão Mutnovsky.

4 – Caverna de Algarve
Portugal é berço dessa caverna incomparável que é acessível apenas pela água.

5 – Caverna deMármore
Na Patagônia quem leva o troféu de caverna mais bela é a Caverna de Mármore, onde a paisagem é composta por um teto de mármore branco e águas turquesa cristalinas.

6 – Antelope Canyon
Embora bela, a atração natural é convidativa apenas para os mais aventureiros, pois pode alagar sem grandes avisos prévios.

7 – Caverna Reed Flute
Um contraste de cores que parece artificial fascina os visitantes de todo o mundo. A caverna chinesa ainda apresenta muitas formas rústicas, estalagmites e estalactites em paisagens de tirar o fôlego.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Esportes radicais - Hardcore Sitting

Coragem, assim podemos definir o Hardcore Sitting, o esporte radical em cadeira de rodas.
A ousadia dos cadeirantes em arriscar manobras numa pista de skate é necessária para quebrar os paradigmas de que deficientes não podem isso ou aquilo por conta de suas limitações físicas. Mas que limitações? Quem vê os praticantes da modalidade na cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, logo se espanta e se surpreende com a agilidade que eles possuem ao descer rampas utilizadas por skatistas. Estão totalmente inseridos à definição de radical.

O esporte chegou ao Brasil trazido pelo psicólogo esportivo e atleta Pablo Moya, que se espelha no americano Aaron Forthenger, inventor do esporte. Pablo montou sua equipe, composta por três atletas ex-jogadores de basquete sobre rodas, com a ajuda do Instituto Spine Social, em Rio Claro. Após poucos meses de treino, os resultados alcançados agradam muito o técnico e incentivador do Hardcore Sitting. Pablo diz “Os resultados já alcançados são ótimos. Entre eles podemos citar o aumento significativo de sensação de segurança, motivação, estímulos de reações fisiológicas e muita dose de adrenalina que relaxa o corpo e a mente”.

Para praticar o Hardcore, o cadeirante precisa, acima de tudo, de muita coragem, pois é um esporte radical e de alto risco. Tendo essa consciência e gostando de adrenalina, o se-gundo passo é adquirir produtos de segurança que são indispensáveis para a prática, como uma cadeira adaptada, capacete grosso, cotoveleira, joelheiras, luvas e um local apropriado com rampas. Pronto, você já pode iniciar a primeira aula. “Só quero acrescentar que para praticar o Hardcore Sitting a segurança é mais importante do que a adrenalina e sempre deve estar em primeiro lugar”, alerta Pablo Moya.

Quanto às quedas, eles já perderam a conta e se divertem ao lembrar que o melhor de cair é sempre levantar para começar tudo de novo. “A última vez que contei estava na 87ª queda”, brinca Ariel. “Já passou a ser normal, tem lu-gares que até calejou. Hoje, uso mochila nas costas para não raspar”, conta o atleta. Para Júnior cair tem um significado mais intenso. “Adoro cair, pois assim sinto mais meu corpo. Aprendi no decorrer dos treinos que o tombo é necessário, pois você aprende a levantar e a começar de novo. É isso que é legal”, comenta o atleta.
Para Pablo, o esporte é mais uma oportunidade de tirar o cadeirante de casa, além de liberar suas energias. “Quero que o esporte chegue a muitas pessoas para que realmente traga mais adeptos e que se torne grande como o basque-te! Quem sabe um dia não entre nas Paraolimpíadas.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Como escolher sua prancha de surf

Sempre quis surfar, mas nunca tentou, mora na cidade e vai pouco à praia, meu cachorro comeu o trabalho… Chega de desculpas esfarrapadas. Você quer e vai aprender a surfar. Mas a primeira coisa que você precisa decidir é qual prancha comprar. Será que é um shortboard, ou uma daquelas pranchas de isopor? Tudo culmina na grande dúvida: Que prancha comprar. Se liga nessas dicas e se prepare para dropar entubando nessa onda.
Longboarder

Se você nunca surfou antes vale começar com uma prancha que te dê bastante flutuação, pois ficar de pé será mais fácil. O indicado é um longboard com três quilhas para facilitar nas manobras. Além disso o surf do long é muito clássico e estiloso. Só não se esqueça do leash, pois depois de uma vaca (que você vai tomar com certeza), a prancha pode bater em um banhista se estiver solta do seu corpo.

Porém, a escolha depende muito do seu peso também. Se você é mais pesado e nunca surfou, realmente o longboard é a melhor opção. Mas se você é leve, talvez valha a pena partir direto para uma Funboard. Essa prancha tem em média 7 pés, um pouco menor que o longboard (que é a partir de 9 pés), e é bastante manobrável. A funboard é o intermediário entre o shortboard e o longboard. Apesar de menor, ela costuma ter bastante flutuação, motivo de ela ser a preferida dos surfistas iniciantes.
Funboard

Prancha de surf Evolution

Entre o funboard e o shortboard existe a evolution. Essa prancha tem flutuação como uma funboard mas é pequena como uma shortboard. É uma prancha para pessoas que já sabem surfar, mas ainda não tem experiência o bastante para o shortboard. A evolution te da manobras mais rápidas como o short e ao mesmo tempo entra mais fácil nas ondas, como o long.

Já a shortboard é uma prancha bem menor, geralmente com pouca flutuação, projetada para pegar velocidade em uma onda e para  fazer manobras mais radicais. São as pranchas preferidas dos profissionais que prezam pelo desempenho. Se você é iniciante, esse modelo não é aconselhável, pois tem pouca flutuação fazendo com que ficar de pé seja muito difícil e exige que você já consiga dropar a onda enquanto se levanta. Mas à medida que evoluir, essa prancha será uma boa pedida.

Agora que você já sabe qual prancha comprar, não perca tempo e compre a sua. Esse verão não será aquele que você ficara deitado na areia vendo os surfistas entrando na água e saindo de um jeito que te faz pensar “puxa, deve ser bom surfar, olha a cara de satisfação do maluco”.
Shortboard

Pegando uma ondona com uma shortboard

Porém, não se esqueça de que temos que seguir algumas regras básicas no surf, como não rabear o camarada surfista (não entrar na frente dele na onda), e conhecer o seu limite. À medida que você for melhorando, você vai testando ondas maiores e mais difíceis. Não se jogue na maior onda da séria de primeira, pois é perigoso para você e para os demais ao redor. Além disso, só aproveite ao máximo, pois todos que surfam sabem que não existe sensação mais gratificante do que pegar uma onda animal durante a session!

sábado, 23 de maio de 2015

Fauja Singh, o maratonista de 102 anos

Com mais de um século de vida, Fauja Singh prova que a juventude é algo relativo.
Fauja Singh, o maratonista centenário.

Fauja Singh, o maratonista centenário.

No dia 1º de abril de 1911, há 102 anos, nascia o maratonista indiano Fauja Singh. Na época era impossível imagina-lo correndo maratonas. Até seus cinco anos de idade ele sofreu de uma doença que o impedia de andar. O tempo passou, Fauja cresceu, sarou e conquistou uma linda família.

Em 1991, aos 80 anos de idade, Fauja Singh começou a correr para esquecer seus problemas. Ele encontrou na corrida uma forma de lutar contra a depressão após a morte de sua mulher e de seu filho. Segundo ele o esporte lhe trouxe uma paz de espírito inabalável: “Quando me vi correndo, foi como conhecer o próprio Deus. Continuo correndo desde então”, comenta o nobre maratonista.

Sua primeira maratona foi em 2000, aos 89. Em 2003, aos 92, bateu o recorde mundial da categoria acima de 90 anos, ao completar a Maratona de 42k em Toronto, Canadá, com o tempo de 5h40m01s. Oito anos depois Fauja Singh voltou para o evento canadense para ser o primeiro maratonista centenário a completar a prova.

Em 2004, Fauja Singh esteve lado a lado com a estrela do futebol, David Beckham, e com a lenda do boxe, Muhammad Ali, em uma campanha publicitária da adidas. Até então ele não fazia ideia de quem eram os dois, mas ficou muito feliz em saber que foi colocado lado a lado com dois grandes ícones do esporte mundial.

Muitos acreditam que Fauja Singh possa ser considerado um super-humano. Aos 94 anos exames médicos mostraram que os ossos de sua perna esquerda tinham a mesma densidade que ossos de uma pessoa de 35 anos e sua perna direita de uma pessoa de 25. Outra bateria de exames, agora aos 99, mostrou que o maratonista centenário possuía a saúde de um homem de 40.

Ele é o único homem com mais de 100 anos a correr em 8 distâncias diferentes de maratonas. Apesar da idade, o Guiness Book não aceita seu título de maratonista mais velho do mundo. O problema é que Fauja  não possui documentos que provem a data de seu nascimento. Conhecido como “Furacão de Turbante”, Fauja veste a camisa para correr por uma história de superação e de paixão ao esporte.

Sua última prova foi em Hong Kong, no dia 24 de fevereiro de 2013. Apesar de aposentado o indiano afirma que ainda continuará calçando seu tênis de corrida para exercícios diários. Segundo ele, correr é o que o mantem jovem.

Quando indagado sobre o segredo de uma vida tão produtiva a resposta é sempre a mesma: Humor. “A vida é um desperdício sem humor – o que preciso para viver é felicidade e alegria.” Diz o indiano.

domingo, 18 de janeiro de 2015

A nova febre do mundo da escalada – o que vem a ser boulder?

Começou uma nova febre no mundo das escaladas: o boulder, também conhecido como bouldering. Se você curte escalada, mas não gosta dos longos percursos, essa é uma boa alternativa para você.

BoulderPara fazer um paralelo com corrida, podemos dizer que a escalada é como a corrida de resistência e boulder, a de velocidade. O esportista concentra toda sua força em um pequeno trecho ao invés de manter o ritmo ao longo de uma reta. O boulder concentra em si a parte mais difícil da escalada e requer um estouro de força para que o atleta o supere. Tudo gira em torno dos pequenos movimentos que levarão o escalador ao topo. Similar à escalada, o boulder se difere por não fazer uso de aparelhos de segurança como cordas ou ganchos. O atleta deve subir a pedra usando nada mais que as próprias mãos (geralmente empapadas de carbonato de magnésio) a e agilidade de seu corpo. Mas calma, os praticantes não são totalmente malucos: as “montanhas” subidas no boulder são de no máximo seis metros, e além de um colchão (chamado crash pad) que serve para amparar a queda, os praticantes contam com a ajuda de uma pessoa (chamada segurador ou segurança de corpo) que fica de prontidão em baixo deles para ajudar na queda, caso necessário. O segurador tem como missão endireitar o corpo do escalador durante a queda para que ele caia de forma segura em cima do colchão.

Se você está procurando por eventos de boulder fique atento: o esporte esteve presente na virada esportiva de São Paulo 2011 e contou também com o Ubatuboulder, em sua nona edição, e a sétima edição do Festival de Boulder Pedra Rachada, ambos em Julho. O Ubatuboulder é um grande encontro em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, que reúne amantes do esporte e oferece desafios para atletas de todos os níveis.

O boulder é uma ótima maneira de começar a escalar, pois envolve menos investimento em equipamentos e é uma boa forma de desenvolver as habilidades básicas de escalada. Para praticar é só ir para um dos muitos picos famosos do Brasil, como Ubatuba, Sabará, Cocalzinho de Goiás e outros. Ou, se você não pode largar tudo e viajar pelo país praticando boulder, procure a sua academia de escalada mais próxima. Caso você more em São Paulo, uma boa escolha é a academia de escalada 90 Graus.

Agora que você já sabe o que é o boulder, e onde praticar, é só se jogar (metaforicamente) nessa!

sábado, 29 de novembro de 2014

Os 5 melhores lugares para escalada no Brasil

Fala pessoal, preparem seus braços e equipamentos de escalada porque hoje o Hiperativos reuniu os 5 melhores lugares para escalar no Brasil. Vai ser difícil ficar em casa depois de ver os paredões naturais que te esperam por todo o território brasileiro! E para quem gosta do esporte, no final da matéria tem uma dica muito boa!

5º) Para aqueles que moram em São Paulo e no momento não podem viajar para os próximos lugares que indicarei não tem problema. Apesar de São Paulo não desfrutar de muitas paredes naturais para escalar, ainda é possível praticar a escalada indoor na Casa de Pedra, melhor ginásio do país para praticar escalada indoor.

4º) Quem pensa que o Rio de Janeiro só tem o carnaval para oferecer está muito enganado, com mais de 400 rotas de diversos graus e estilos a poucos minutos de casa, esta cidade é considerada um dos melhores lugares da Terra para a prática de escalada em ambiente urbano. Quando falamos de paredes naturais para escalar na cidade maravilhosa logo pensamos nas rotas e big-walls do Pão de Açúcar e Corcovado.
Pão de Açúcar

O Pão de Açúcar é um dos mais famosos lugares para a pratica de escalada. Sua principal via é a Via dos Italianos.

Mas isso não é atoa, o Pão de Açúcar conta com mais de 50 rotas para seguir e uma das mais famosas e difíceis é a Via dos Italianos que, entre o quinto e sexto grau, surpreende não só por suas enfiadas, mas também por toda a paisagem que é possível ver lá de cima.

3º) Um outro lugar ótimo para a prática de escalada é a Agulha do Diabo, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, também no Rio de Janeiro. Esse lugar reúne os melhores escaladores de todo o mundo para passar por suas 6 enfiadas até alcançar o cume de 2.050m. A graduação da subida é 3° III + C.
Agulha do Diabo

Com seus 2.050m acima do nível do mar, a Agulha do Diabo é um ótimo lugar para escalar.

O acesso para a Agulha do Diabo é feito pelo Caminho das Orquídeas e a maior atração de todo o trajeto, desde a trilha até a subida ao cume, é a beleza natural que pode ser apreciada por todo o parque.

2º) Prepare seus mosquetões e não esqueça o saco de magnésio para encarar a Pedra do Baú. Também conhecida como Complexo do Baú, esse conjunto de rochas com paredes de até 400m é considerado um dos mais importantes para a prática da escalada esportiva ou de longa duração.

Entre maio e setembro o clima da região é muito favorável para a prática da escalada e, portanto, chama a atenção de escaladores profissionais e amadores de diversos lugares do mundo.

1º) O Dedo de Deus, também no Rio de Janeiro, é mais uma das grandes maravilhas naturais do Brasil. Porém para escalar a parede de 1692m de puro granito não é fácil. A via mais conhecida do Dedo de Deus é a Maria Cebola, famosa por sua grande exposição (grampos distantes uns dos outros) e por ser uma subida em aderência (rocha sem grandes agarras, onda você tem que se aderir a pedra).
Dedo de Deus

Assim como todos os picos mostrados aqui, o Dedo de Deus é um ótimo lugar para escalada e que conta com uma vista de tirar o fôlego de quem alcança seu cume.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A trilha mais perigosa do mundo

Só aventureiros de sangue frio são capazes de encarar El Caminito del Rey, a trilha mais perigosa do mundo inteiro. E você, teria coragem?

Se você é fã de aventura, adrenalina e fortes emoções, então você tem grandes chances de se apaixonar por El Caminito del Rey, a trilha mais perigosa do mundo. Ela fica localizada em El Chorro, na Espanha, e atrai milhares de turistas que desejam se aventurar nesse trekking.

A trilha mais perigosa do mundo tem 3km de extensão, que serpenteia a encosta de um desfiladeiro, e chega a mais de 300m  acima do rio. Ela foi construída em 1905 por trabalhadores de uma usina hidrelétrica da região.

Sua finalidade inicial era ajudar no transporte de materiais, vigilância e manutenção da usina. El Caminito del Rey cumpriu sua função até os anos 2000, quando foi “fechada” devido a acidentes causados por sua precariedade.

Depois desse episódio as coisas mudaram. El Caminito del Rey deixou de ser frequentada por trabalhadores e deu lugar para novos visitantes: Os aventureiros.
Mas o que faz dela a trilha mais perigosa do mundo?

Bom, nós já apresentamos algumas dicas de trilhas aqui no blog, mas nem uma passa perto de El Caminito del Rey. Sua situação precária, sua largura de apenas um metro, e sua falta de segurança são alguns fatores que colocam essa trilha na lista dos trekkers de coração forte.

Para fazer essa travessia é preciso, em muitas partes, utilizar equipamentos de escalada, como cordas e mosquetões, atados à parede. Entretanto, mesmo com toda a segurança que os equipamentos podem oferecer, a qualidade das ancoragens é bem suspeita.

Em alguns pedaços da trilha mais perigosa do mundo, os trekkers são obrigados a equilibrarem-se sobre vigas de aço, que serviam como trilhos da ferrovia, para atravessar de um ponto ao outro. Isso lembra um pouco a história do Highline, modalidade mais desafiadora do slackline.

Ficou com vontade de encarar a trilha mais perigosa do mundo? Então seja rápido. Em 2011, o governo da comunidade autônoma da Andaluzia, em conjunto com o governo provincial de Málaga, concordou em dividir os custos da restauração do local.

O projeto de €9 milhões pretende restaurar El Caminito del Rey em sua totalidade. Demorará cerca de três anos para restaurar a trilha mais perigosa do mundo, até então. Apesar do museu, estacionamento e lâmpadas de led, o projeto promete manter as características estilísticas originais da obra.

domingo, 6 de julho de 2014

Base Jump no Everest – O novo recorde

O russo Valery Rozov é o primeiro louco a saltar de Base Jump da maior montanha do mundo.

A maneira que os russos praticam esportes é sempre aos extremos. Nesse caso não foi diferente. Após uma intensa escalada até os 7.220 metros acima do nível do mar Valery Rozov, 48, se jogou da face norte da montanha para realizar o maior Base Jump da história.

A proeza foi feita para comemorar o 60º aniversário desde a primeira conquista do Monte Everest. Valery Rozov já possui cerca de 10.000 saltos de Base Jump em seu curriculum, mas esse com certeza é o mais expressivo deles.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Escalada noturna em São Bernardo do Campo

Night Climb

Chega do normal, agora temos que encontrar o limite no anormal, no diferente, no bizarro: no animal! Eis aqui uma ótima oportunidade para mostrar que você é um esportista de verdade, que está apto a se exercitar a qualquer hora, tudo por aquele pingo de endorfina. Você poderá escalar paredes iradas na cidade de São Bernardo do Campo. Com as atividades começando as 20 horas e com horário de fechamento só as quatro da matina, você pode escalar altos picos para todos os níveis e ainda comer umas frutas lá embaixo. O melhor de tudo: animal e de graça!
Paredes no Night Climb em São Bernardo

A proposta do “Night Climb” é incentivar a prática da escalada, e “Mostrar à prefeitura de São Bernardo do Campo que vale a pena investir nos esportes”, como disse o organizador do evento Anderson Luiz Machado. Por estar do lado de uma pista de skate, além de incentivar a escalada o Night Climb é uma forma de mostrar como a pista de São Bernardo é uma ótima opção para os skatistas.

Porém, como as luzes do Paço Municipal estarão desligadas, é interessante que os escaladores levem um headlamp para ajudar na escalada. Para os escaladores haverá uma mesa com diversas frutas e bebidas, de foma à garantir a saúde dos esportistas, mas se quiser levar um lanche para comer na subida, leve o dentro do seu saco de magnésia “Alpen Pass“. Não esqueça de levar um boa sapatilha para garantir uma melhor escalada.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Os Esportes Radicais Mais perigosos

Até que ponto você chegaria para sentir mais adrenalina? Alguns optam pelos esportes radicais mais perigosos do mundo. Para esses caras viver a vida intensamente é pouco. Eles arriscam suas vidas por mais emoções e boas recordações.
Sobreviver em algumas dessas atividades é o maior prêmio. Neles os praticantes desafiam a gravidade e a sorte. Confira cinco esportes de arrepiar:

Wing Walking
Os praticantes plantam bananeiras, fazem acrobacias e loucuras sobre as asas de um avião.
No bom e velho português wing walking significa, andar sobre asas. Aqui os praticantes plantam bananeiras, fazem acrobacias e loucuras sobre as asas de um avião. A maioria dos casos de morte acontece por “infringirem” a primeira regra dos Wing Walkers: “Nunca largue do que você está segurando até estar segurando em outra coisa.


Big Wave Surf
Com 45 anos, Carlos Burle é considerado um dos mais importantes representantes do Brasil na modalidade
O principal desafio desse estilo de surf  é encarar as ondas mais casca-grossas do mundo. Geralmente os acidentes ocorrem quando os surfistas caem de suas pranchas. Mas outro grande perigo é quando eles se jogam errado dos helicópteros, machucando-se e aumentado suas chances de afogamento.

Free Style Motocross
A modalidade surgiu na Inglaterra no início do século passado
O motocross freestyle também está no topo dos esportes radicais mais perigosos do mundo por uma única razão: as acrobacias. Apesar de todos os equipamentos de proteção, os pilotos sempre estão sujeitos a quedas.

Street Luge
Velocidade média da modalidade chega a 100 km/h
Quanto maior a ladeira, maior a emoção. No Steet Luge os praticantes vão deitados em seus skates atingem até 100km/h. No Brasil temos a ladeira mais temida de todas: A Teutônia. Ela fica no sul do país e já foi palco de grandes campeonatos e acidentes. A falta de freios faz com que esse seja um dos esportes radicais mais perigosos do mundo.

Base Jump
Devido à alta taxa de mortalidade, o esporte é proibido em diversos países
Nesse esporte você não precisa estar em um avião para saltar. Montanhas e prédios é um ótimo ponto de partida. O número de mortos dos praticantes desse esporte é muito alto, por isso ele é proibido em diversos países. A Suíça, por exemplo, é um dos poucos países em que a prática é liberada legalmente.

domingo, 10 de novembro de 2013

Esportes radicais: quanto custa?

Para quem gosta de adrenalina, os esportes radicais são um “prato cheio”. Pessoas se aventuram no ar, água e terra como forma de diversão, para relaxar ou até mesmo por hobby.
Você pode praticar sozinho ou em grupo, com ou sem um instrutor profissional. Mas é muito importante utilizar equipamentos de segurança e ter condicionamento físico. Tão importante quanto ter coragem para praticá-los, é preciso planejar os custos desta diversão.
São acessórios especiais, manutenção dos equipamentos, possíveis viagens para locais apropriados para a prática, além dos custos com o próprio passeio, que podem variar dependendo da região em que você mora.

Coloque tudo na ponta do lápis e bom divertimento!

Sensação de queda livre. Essa é a emoção do paraquedismo. Um salto pode custar a partir de R$ 290,00*. Possui duas modalidades:
Paraquedismo turístico

Você pula com o instrutor, que controla todo o equipamento. Não é preciso fazer um curso. Você recebe instruções básicas antes de saltar.
Paraquedismo esportivo ou de lazer

Modalidade para quem pretende saltar profissionalmente ou com mais frequência. Nesse caso, é necessário fazer um curso de 10 horas de aulas teóricas, seguidas por uma sequência de saltos.

Se você mora no Estado de São Paulo, o salto de paraquedas é tradicional na cidade de Boituva. Já em Alagoas, você pode saltar na Foz do Rio São Francisco, que fica a 135 quilômetros de Maceió.

Outros lugares do Brasil também proporcionam a prática do paraquedismo. Pesquise o local mais próximo da sua cidade para embarcar nessa aventura.
Usar roupas confortáveis pode facilitar a movimentação dos braços e pernas para você aproveitar melhor o salto.
Prefira dias em que o tempo esteja firme, sem chuva para praticar um esporte radical. Dependendo da atividade que você escolher, o vento e o sol favorecem.
Antes de praticar, veja com o instrutor ou com a empresa responsável pelo passeio se o tempo está propício. Procure a credibilidade dos prestadores de serviços.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Esportes radicais e saúde

O desejo de explorar os limites do nosso corpo faz parte da condição humana. Porém, durante nossas empreitadas para expandir as fronteiras da resistência física, seja escalando as montanhas mais altas, mergulhando na profundidade dos oceanos ou chegando cada vez mais longe no espaço, que preço estamos obrigando nosso corpo a pagar?
Alpinismo e Mergulho

A 6.000 metros de altitude, um alpinista agasalhado sente-se bem, tem bom apetite, dorme normalmente e consegue transportar de 20 a 25 kg. Mas se subir mais 1.000 metros, a situação muda drasticamente e várias modificações fisiológicas acontecem no organismo: o ritmo dos batimentos cardíacos aumenta, torna-se difícil respirar e o número de glóbulos vermelhos que transportam oxigênio no sangue diminui.

Aos 7.000 metros de altitude, aparecem o cansaço e a letargia. Conforme os dias passam, segue-se uma rápida deterioração generalizada: severa perda de peso, apatia e sono intermitente. Nessas altitudes, a dor de garganta é muito comum e qualquer infecção pode ser muito perigosa.

A maior ameaça para os alpinistas são os edemas cerebral e pulmonar. Eles acontecem de repente, mesmo que o esportista esteja agasalhado, e podem ser confundidos facilmente com cansaço. Aos 7.000 metros não se pensa com clareza, e a memória também fica debilitada.

No outro extremo estão os mergulhadores, que enfrentam o problema do aumento da pressão atmosférica sobre o corpo. O nitrogênio pode alcançar níveis tóxicos no sistema sanguíneo, inclusive em condições de mergulho recreativo. A necessidade de respirar o ar com tanta pressão produz uma reação em cadeia. Por isso, é necessário que o gás seja distribuído em pressão ambiente, porque se a pressão não for igualada, os pulmões podem entrar em colapso.
Os Efeitos Persistentes dos Esportes Radicais

A falta severa de oxigênio provoca lesões nas células nervosas do cérebro, mas não há indícios clínicos de “lesão cerebral”, e nem de seqüelas, na maioria dos alpinistas que passa muito tempo em altitudes superiores a 7.000 metros.

Alguns mergulhadores profissionais que trabalham em plataformas de petróleo, sofrem de uma doença crônica conhecida como osteonecrose, que produz a morte dos ossos devido à falta de oxigênio, mas esta é uma doença muito rara.

Se deseja quebrar barreiras, lembre-se que o corpo tem limites muito claros. Aproveite a paisagem, a adrenalina e o desafio, mas evite os extremos que podem ser fatais.